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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

JORNAL O LIBERAL ''Vereador entre nove bandidos presos''



VEJA A MATÉRIA:

Uma quadrilha foi presa, no nordeste paraense, acusada de envolvimento em homicídios, assaltos e crimes de pistolagem. Sete das prisões ocorreram em Santa Luzia do Pará e duas em Capanema. Entre os presos está um vereador da cidade e o filho de uma vereadora. As prisões ocorreram no último sábado, quando foi deflagrada a operação "Açaí", para o cumprimento de mandados de prisões preventivas e de busca e apreensões. Segundo informações da polícia, o bando vinha sendo investigado havia três meses pela Superintendência Regional da Zona Bragantina (SRZB).

De acordo com o chefe de operações da SRZB, Rômulo de Sousa Valente, o bando praticava roubos e executava serviços de pistolagem no município de Santa Luzia. Entre os acusados, alguns são mandantes, outros fornecedores de armamentos e munições e outros seriam os executores dos crimes. Segundo informações da Polícia, quatro inquéritos policiais foram instaurados naquela superintendência, nos últimos três meses, para investigar os suspeitos. O trabalho culminou na operação, quando foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Um dos presos é José Maria da Costa Silva, o "Neguinho do Coco", que é comerciante e vereador em Santa Luzia. Ele é acusado de ser o mandante de tentativas de homicídio contra Antônio Ronaldo Rocha dos Reis. Antônio relatou à polícia que o vereador tem interesse em sua morte porque ele seria um "arquivo vivo" e poderia revelar os diversos crimes praticados pelo político, incluindo roubos de carga.

O primeiro atentado contra Antônio Ronaldo ocorreu no dia 26 de julho de 2009, por volta das 20h30. A "empreitada" teria sido arquitetada durante o carnaval, por R$ 3.500. Antônio estava em frente à casa de sua namorada, quando um veículo cor de chumbo estacionou. De dentro do carro, um dos ocupantes apontou uma arma de fogo para a vítima e gritou: "Não corre, vagabundo! É da polícia!". Antônio correu. Três homens desceram do carro e efetuaram vários disparos contra a vítima, atingindo-a no ombro esquerdo.

Dois dos envolvidos nesse primeiro atentado foram identificados como Daniel Sousa Ribeiro, o "Ceará", e seu irmão, Edson Sousa Ribeiro, o "Ipixuna".

Uma terceira pessoa identificada como Antonio Evaldo Pereira Fausto, o "Evaldo", foi quem contratou os dois pistoleiros. Evaldo já estava preso antes da operação "Açaí", por ter participação no roubo a uma agência do banco Banpará em Garrafão do Norte, no início deste ano. De acordo com a polícia, Evaldo atuava como intermediador entre pistoleiros contratos e o possível mandante, "Neguinho do Coco". Ele teria contratado os pistoleiros para as tentativas de homicídios sofridas por Antônio Ronaldo.


ESCAPADA


A segunda investida para matar Antônio Ronaldo ocorreu na manhã do dia 15 de agosto do ano passado. A vítima estava no quintal de sua casa, quando um Corsa Sedan preto estacionou em frente ao imóvel. "Ceará" e "Ipixuna" arrombaram a porta da frente para pegar a vítima, que correu pelos quintais dos vizinhos e conseguiu escapar. Naquele mesmo dia, a vítima foi se esconder em Paragominas.

A polícia descobriu que Evaldo, além de intermediar a contratação de pistoleiros para "Neguinho do Coco", era quem monitorava os passos da vítima, com a ajuda de Lucivaldo Bruno do Nascimento, conhecido como "Lúcio", que também é suspeito de intermediar a contratação de pistoleiros para a terceira tentativa de homicídio contra por Antonio Ronaldo.

A terceira tentativa ocorreu no dia 13 de março deste ano. Marcos Rogério Barbosa de Abreu, o "Nenca", teria sido contratado por R$ 3 mil para eliminar Antônio. O ataque ocorreu numa via pública de Santa Luzia. Antônio caminhava sozinho quando viu "Nenca", suposto pistoleiro já bastante conhecido na cidade, parar à sua frente, em uma motocicleta. Antônio não teve tempo de correr, sendo atingido nas costas e braços por vários disparos. Socorrido por moradores, ele sobreviveu.

O mesmo pistoleiro matou um homem conhecido apenas como "Andrei", no dia 7 de abril, quando a vítima estava em frente à casa de um amigo.

Misterlani da Silva Machado, vulgo "Ernande" ou "Nande", suspeito de assaltos na cidade, teria dado apoio na fuga de "Nenca", logo após a morte de Antônio.


CAPANEMA


Com exceção dos irmãos Edson e Daniel que foram presos em Capanema, onde residem, os demais investigados foram presos em Santa Luzia do Pará. Todos foram recambiados para o Complexo Penitenciário de Americano.

Permanecem foragidos o comerciante Geovani Juscelino Lopes, o "Bola", e Ivanildo Soares Santos, o "Negão da Rosa". Com base nas investigações, o primeiro teria contratado "Nenca" para matar um homem de prenome "Andrei". Dois dias antes da operação da polícia, "Bola" vendeu seu bar e foi embora da cidade. Já "Negão da Rosa" é apontado pela polícia como pessoa "de alta periculosidade", envolvido em inúmeros assaltos a ônibus intermunicipais e interestaduais que trafegam pelas rodovias da região, como também caminhões que abastecem o comércio local.

A polícia investiga ainda o filho da vereadora Socorro Saldanha, Januário Neto Saldanha, o "Neto", quem teria fornecido a arma e a munição usada para matar Antônio Ronaldo, e Emanoel Júnior da Silva, o "Júnior do Cartório", que teria ligação com Neto e Lúcio na compra e venda de armas de fogo. Suspeita-se de uma "sociedade" entre Júnior e Neto no que diz respeito ao comercio de armas.

Durante o cumprimento de um mandado de busca na casa de Júnior, a polícia encontrou um revólver de calibre 38 com cinco munições intactas, além de quatro munições de calibre 380. A polícia tinha a informação de que Júnior possuía uma pistola semi-automática calibre 380, mas a arma não foi encontrada. Júnior acabou preso em flagrante por porte ilegal.

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